GNR suspende policiamento nos comboios da linha da Azambuja

 

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A PSP vai substituir a GNR no patrulhamento no interior dos comboios da linha de Azambuja. O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP só não esclarece se garantirá a segurança das composições em toda a extensão da linha. A Guarda Nacional Republicana, através da Unidade de Intervenção (UI/GNR), suspendeu o policiamento no interior dos comboios da linha da Azambuja, disse à Agência Lusa fonte do Ministério da Administração Interna.


 

A resolução foi tomada em dezembro passado pelo anterior Comando da Guarda, com base na última “reorganização territorial, entre a GNR e a Polícia de Segurança Pública (PSP)”, explicou fonte daquela força de segurança.


 

O Comando da GNR decidiu que abandonava a segurança naquela linha porque as “estações desde a Bobadela até Vila Franca de Xira transitaram para a área de responsabilidade da PSP”, explicou a mesma fonte. Confrontada com este caso, a diretora de comunicação da CP, Ana Portela, refere que a empresa “tem a garantia de que a linha da Azambuja tem o policiamento assegurado”, escusando-se a dar mais pormenores.


 

O território em causa passou para a tutela da PSP no âmbito dos recentes ajustes feitos entre as duas forças que operam no espaço público, mas a segurança no interior das composições continuava a ser feita pela GNR.


 

Fonte da divisão da Polícia de Segurança Pública de Vila Franca de Xira confirma a situação a O MIRANTE, avançando que o patrulhamento será realizado pela divisão da CP/Metro da PSP em Lisboa. A mesma fonte revela que o policiamento será feito a partir de meados de maio.

 

Agora, com esta decisão, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP não esclarece se faz a segurança das composições em toda a extensão da linha, limitando-se a referir que agentes da “Divisão de Segurança Transportes Públicos asseguram as linhas de Sintra e Cascais”, e de “determinadas zonas da linha da Azambuja”.


 

O policiamento dos comboios era de efetuado por militares da UI/GNR desde 1998, na sequência das “medidas de segurança” adotadas para a Expo 98, que decorreu em Lisboa. Com a então denominada “Operação Gil” a GNR tinha assumido a segurança daquelas composições, mas “agora já não faz sentido continuar com a operação” porque, em “termos territoriais, a lei estabelece [a zona em causa] como sendo da responsabilidade da PSP”, precisou fonte da Guarda.


 

A decisão foi enviada por carta datada de 23 de março, dirigida ao diretor do Gabinete de Segurança da CP, revelando que foi “determinado que a Unidade de Intervenção suspendesse em definitivo o policiamento” dos comboios da linha da Azambuja.


 

A Lusa contactou a Câmara da Azambuja, através do vice-presidente Luís Sousa, que afirmou “desconhecer a decisão”, prometendo que “o assunto será abordado em reunião” com o presidente da câmara.

 

Fonte: O Mirante Online

 

 

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico

publicado por Estimela às 14:16 | favorito
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